Sonho.
Na realidade paralela, no outro lado escondido do espelho fumado em certeiras desilusões
E em tiros no escuro como breu e carvão e apagões de memórias invertidas, na vaga esperança
De que o filme seja sempre em cores garridas, olhando para ele como caleidoscópio da vida.
É lá que encontramos o bolor da nossa existência, cheiro fétido a existências inconsequentes.
Fecha, abre, semicerra, à velocidade luz, som. Mundo epilético sem drageia mágica que nos Anestesia do sofrimento que nos faz dar mais um passo na direção daquilo que nos impõem.
Sou cada vez mais robótico, hipnótico,claustrofóbico. Sobrevivo pendurado de um precipício
Tão real quanto a canonização de falsos ídolos, falsos amigos do enleio, falsos pontos na Cosedura do tricot que agasalha e prende e asfixia, até o respirar não ser mais desejado.
Libertação de endorfinas, na ebulição da vida vivida com olhos fechados, mas com a mente
Escancarada para todas as possibilidades: desejado, temido, repudiado, amado.
Porque se prefere sempre a mentira inconsciente de cara tapada com os lençóis.
Porque se abomina a repetição que cada dia, cada noite, cada dia, cada noite,
Cada ramificação encontrada leva a outra, sem nunca encontrar o tronco que nos ampara e Nos faz acreditar que ser isto, sangue, carne e ideias, é o desígnio definitivo.
Jamais seremos reais aos nossos olhos. Jamais o sonho precisou de acontecer.