Na tasca.

Ao longo do balcão longo e esbatido de mármore, beijado uma e outra vez com risos de abafadinhos e bagaços irados, jaz a vida carcomida de quem a frequenta. Entre um ou dois dedos de conversa, os restantes dedos seguram estoicamente o seu néctar de preferência: o tinto, para a alma madura e vivida; a aguardente, para o jovem imberbe; a mini, para o frequentador diário, que vai à fonte depois do longo dia de trabalho. Falta enaltecer o tasqueiro. Aguadeiro do povo, que com o petisco e uma palavra amiga fideliza mais que Cristo. "In vino veritas" E na Sagres também.