Nos vales.
Nas estradas me entorpeces, com o ziguezaguear da serpente. Esquerda, direita. Subindo, descendo. Excitas com choques cromáticos. Verde vida e castanho velho, em plano aberto com o azul celeste que se vislumbra aos poucos no meio da neblina, escondendo-me o sol. No ar puro e virgem me dilatas os pulmões, inundando o meu interior de paz e vigor, expulsando o dióxido de medo que por vezes me intoxica.
